São, São Paulo meu amor São, São Paulo quanta dor São oito milhões de habitantes De todo canto em ação Que se agridem cortesmente Morrendo a todo vapor E amando com todo ódio Se odeiam com todo amor São oito milhões de habitantes Aglomerada solidão Por mil chaminés e carros Caseados à prestação Porém com todo defeito Te carrego no meu peito São, São Paulo Meu amor São, São Paulo Quanta dor Salvai-nos por caridade Pecadoras invadiram Todo centro da cidade Armadas de rouge e batom Dando vivas ao bom humor Num atentado contra o pudor A família protegida Um palavrão reprimido Um pregador que condena Uma bomba por quinzena Porém com todo defeito Te carrego no meu peito São, São Paulo Meu amor São, São Paulo Quanta dor Santo Antonio foi demitido Dos Ministros de cupido Armados da eletrônica Casam pela TV Crescem flores de concreto Céu aberto ninguém vê Em Brasília é veraneio No Rio é banho de mar O país todo de férias E aqui é só trabalhar Porém com todo defeito Te carrego no meu peito São, São Paulo Meu amor São, São Paulo
Ah, se eu soubesse não andava na rua Perigos não corria Não tinha amigos, não bebia Já não ria a toa Não enfim, cruzar contigo jamais
Ah, se eu pudesse te diria na boa Não sou mais uma das tais Não ando com a cabeça na lua. Nem cantarei 'eu te amo demais', Casava com outro se fosse capaz Mas acontece que eu saí por aí E aí, larari larari larari larara
Ah, se eu soubesse nem olhava a lagoa Não ia mais à praia De noite não gingava a saia, Não dormia nua Pobre de mim, sonhar contigo, jamais
Ah, se eu pudesse não caía na tua Conversa mole outra vez Não dava mole a tua pessoa, Te abandonava prostrado aos meus pés, Fugia nos braços de um outro rapaz.
Mas acontece que eu sorri para ti E aí larari larara lariri, lariri Pom, pom, pom, ...
Ah, se eu soubesse nem olhava a lagoa Não ia mais à praia De noite não gingava a saia, Não dormia nua Pobre de mim, sonhar contigo, jamais
Ah, se eu pudesse não caía na tua Conversa mole outra vez Não dava mole a tua pessoa, Te abandonava prostrado aos meus pés, Fugia nos braços de um outro rapaz.
Mas acontece que eu sorri para ti E aí larari larara lariri, lariri...
Veja Não diga que a canção está perdida Tenha fé em Deus, tenha fé na vida Tente outra vez
Beba Pois a água viva ainda está na fonte Você tem dois pés para cruzar a ponte Nada acabou, não não não não
Tente Levante sua mão sedenta e recomece a andar Não pense que a cabeça agüenta se você parar, não não não não Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira Bailando no ar
Queira Basta ser sincero e desejar profundo Você será capaz de sacudir o mundo, vai Tente outra vez
Tente E não diga que a vitória está perdida Se é de batalhas que se vive a vida Tente outra vez
"...Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."
Amar alguém só pode fazer bem Não há como fazer mal a ninguém Mesmo quando existe um outro alguém Mesmo quando isso não convém Amar alguém e outro alguém também É coisa que acontece sem razão Embora a soma cause divisão Amar alguém só pode fazer bem Amar alguém só pode fazer bem Amar alguém só pode fazer bem Amar alguém só pode fazer bem Amar alguém
Amar alguém não tem explicação Não há como conter um furacão Amores vão embora amores vêm Não se decide amar e nem a quem Amar alguém só pode fazer bem Seja uma só pessoa ou um harém Se não existe algoz e nem refém Amar alguém e outro alguém também Amar alguém só pode fazer bem Amar alguém só pode fazer bem Amar alguém só pode fazer bem Amar alguém
Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas... Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida... Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto... Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... Netos, pros vizinhos... E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias... Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela... E reconhecer nela o seu lugar.
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